Há um bom tempo cheguei a conclusão, grande conclusão, de que achava a melhor coisa do mundo não ser um alienado, ou coisas do gênero. Entretanto, assim como tudo modifica o homem, minhas opiniões as vezes mudam, como essa está quase lá. O fato é que ser alienado é alguém que segue algo de olhos vendados, que não busca sua própria interpretação que está mais trancada no seu mundo do que qualquer outra coisa, mas por que isso seria ruim? Não vivemos pra sermos felizes? Ou tentarmos? Quando não se é mais alienado, você acaba se tornando um grande questionador.
Ultimamente não consigo crer em mais nada, tudo me parece falso e sem motivos. Não sei se isso provém da falta de alienação, mas isso me fez pensar que se eu fosse um alienado que gastasse meu tempo na frente de uma T.V. talvez tivesse um grande sentido em tudo que fizesse, poderia levar uma vida normal, pseudo feliz, seria uma espécie de droga, um entorpecente que me levaria até a minha realidade, a doce alienação.

Também não sei se isso significaria felicidade, pois felicidade nem conceito possui. Por algum motivo que ainda não descobri eu sempre escolho o caminho mais difícil, sempre as coisas piores são as que estão destinadas a me atravessarem o caminho, no começo pode ser divertido, mas depois de um certo tempo o difícil frequente se torna insuportável. E um dos caminhos difíceis que escolhi, foi não ser alienado, ter consciência demais. Bobo, burro, nunca imaginou que conhecimento demais só te faz perceber o quão inútil és.
Por enquanto vou mantendo meu escudo e espada ao lado, sentado, olhando pra tudo, esperando mais algumas batalhas, ou então afiando um pouco mais a minha espada pra a tornar certeira.