quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Meu pé de feijão.

Minha querida, eu posso te plantar nesse copo com algodão?
Talvez você germine e queira me abandonar... fico receoso..
Eu posso lhe dar água, um copo grande e largo, um bom algodão.
Mas não é exatamente isso que você quer, certo? Você quer..
Você quer algo mais, você só acha que quer isso, mas quando tem, ignora.
Parece que você prefere uma floresta onde pode germinar pro alto.
Enquanto meu pobre copo se torna descartável como tantos.
Minha querida, foi por que eu esqueci de lhe regar ontem a noite?
Você ainda se lembra de quando pensou que poderia viver apenas ali?
Ou a grandeza da floresta fez meu universo parecer nada?
Assim como outros copos que desprezou?
Eu ainda levo meu copo no bolso, com menos água, menos algodão.
Minha querida, você levou minhas sementes embora.
Ah que pena, parece que não vou nunca vencer a floresta
Ela cresce mais rápido e parece daqui mais verde.
Será se meu copo ainda parece belo como antes era?
Me pergunto pelo fato de ainda achar suas folhas lindas como o vento
Perfeitas como o quebrar das ondas..
Foi o tamanho do meu copo? O tanto de água? O mundo? Não foi eu?
Minha querida, você irá germinar, longe daqui.. longe de onde estou..
Quanto a mim? Talvez eu canse de esperar o sol nascer mais uma vez.

É... acho que a floresta me espera até um dia...

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Feito passarim.

"É de lágrima
Que faço o mar pra navegar

Vamos lá

Eu não vi, não, final!

Sei que o daqui
Teimou de vir

Tenaz assim

Feito passarim"


Nós evitamos chorar, certo? Nós, pelo menos alguns de nós, até mesmo sentimentais, acabamos despencando em certos momentos, acabamos pisando em falso em certas ocasiões, e não há outra maneira quando olhamos e não vemos nenhuma solução a não ser chorar, deixar jorrar toda as gotículas que representam cada agulha que passa por dentro da nossa margura.

Não sei se evitamos por vergonha, se por ter forças o suficiente, se achamos chorar uma espécie de desistência, ou algo como sendo a última das ações. Não sei bem ao certo. Mas o grande fato é que até os mais grandes e fortes choram, pois todos nós temos um ponto fraco, temos uma coisa, que nos derrubaria com um simples ato. Alguns podem ler isso e afirmar não ter, podem afirmar que não possuem algo que os façam perder a calma e desabar em choro, mas tem sim, a vida constrói dentro de você, até que você não queira. Nós nascemos pra sermos ferrados pelo que já fizeram há um tempo por nossas costas.

Então se todos podemos chegar ao ponto de nos encontrarmos sem mais ações, sem mais o que fazer, poderíamos ficar confortados de não sermos os únicos nessa condição? Er.. bem, creio que não. As vezes até diminui a sua angústia, ver as pessoas que te entendem, ver coisas piores que a sua, porém você não odeia o fato de que a porcaria das merdas serem todas ao seu redor? Quero dizer, não tem certos momentos em que parece você o escolhido pra tomar no... Todos os acontecimentos, todas as linhas parecem um segmento de porcarias feitas por alguém e coisas que não estão nenhum pouco certas. Como mudar?

Tudo isso é como estar num barco que está prestes a afundar, ele está cheio de buracos e tripulantes, você é um desses tripulantes, você tenta tapar um buraco no seu lado, vai tentando tapar outros, e enquanto o que você vê são os outros desfrutando banho do sol que lhes resta e sendo servidos. E no dia em que você desistir de tapar os buracos, o sol brilhará um pouco, o suco será servido, mas dentro de alguns instantes irá acabar, e iremos todos afundar, afundar... afundar....

"É de mágica
Que eu dobro a vida em flor
Assim
E ao senhor de iludir
Manda avisar
Que esse daqui
Tem muito mais
Amor pra dar"

E aos interessados, se houver, estou de volta, hehe.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Post sobre algo que nem eu sei.

Eu sei lá se eu te amo.
Nunca pude imaginar isso enquanto estava apenas vendo o tempo passar e aspirando felicidade contigo. Mas agora que não tenho mais isso tudo e que se foi, vejo que o um grande espaço ficou e o sofrimento tomou conta dele, e ao calcular o tamanho desse espaço não consigo entender como pude ter gostado tanto, beirando quem sabe até o amor.

Mas sei lá se eu te amo.
Na verdade eu sei poucas coisas, na verdade eu queria aprender e não ensinar. Ou talvez queria me equiparar ao professor, a poder dividir minhas experiências com você porque todas elas cabem numa caixinha onde toda nossa história poderia ser colocada. O tamanho dela não importa porque até num simples pedaço de papel podemos ter a história de anos a fio.

Talvez tenha sido eu burro demais em achar que tentando mais uma vez eu ia encontrar tudo que eu precisava, a vida é um jogo que às vezes nem apostando todas as suas fichas você encontra o que você precisa. Pelo menos eu sei o que eu preciso... Isso me faz saber que a tua falta é a doença e motivo de tudo isso.

Nem fugir pra austrália num barco à vela me faria esquecer que nos conhecemos no mesmo dentista, que você me prometeu um banho de piscina, que eu tinha pensado em um monte de dedicatórias pra escrever na capa do seu livro. Mas sei lá...

Mas sei lá, se eu te amo...
Acho que se amasse não estaria escrevendo isso, estaria aí, estaria correndo na sua direção e me desvencilhando de todas as pessoas que poderiam entrar na minha frente, devo estar escrevendo isso por ser fraco demais.

E por ser fraco demais você escorregou da minha mão como a areia escorrega entre os dedos, e agora eu sou uma criancinha chorosa por não conseguir manter toda a areia que preciso nos meus punhos.

Na verdade, eu nem sei se eu te amo... acho que não.
Só sei que só gostava de mim do teu lado. E de mais ninguém.


Ps100: O mundo parece enorme e cruel sem você.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Sol nascer quadrado...

Acho que esse blog poderia voltar a ser despretensioso e com um caráter humorístico como antigamente.. então.

Meu Nome Não é Johnny.

Assisti ontem, confesso que com um tempinho de atraso já que saiu ano passado e tem o Selton Mello que é fodão. Enfim vamos às críticas..

Acho que o filme aborda um assunto que é bem pertinente hoje em dia. Não é mais um filme sobre um traficante com caras armados correndo em corredores estreitos de uma favela brasileira, é uma história sobre recuperação de uma vida em decadência.

João Estrella era um playboy do tipo que eu até acharia legal como um amigo, mas nem de longe gostaria de seguir o estilo de vida dele. Ele se vicia e depois de um tempo acaba virando traficante, primeiro pra ter dinheiro pra comprar o seu, depois começa a ficar ambicioso...

Um dia desses conversando com minha tia, ela falou o seguinte "Esses bandido tem que manda matátudo". Acho que eu deveria ter ficado calado. Me estressei de verdade.
Acho que a função da sociedade que corrompe os bandidos é com certeza prover uma recuperação à eles.
Ok eu sei que isso na teoria é lindo com arco-íris e todos de mãos dadas na prisão da maneira mais teletubbie possível.

Porém a vida não é uma utopia garotinhos. Na prisão você só se fode mais ou fode mais alguém/alguma coisa. Tendo em vista os recursos mal usados e mal distribuídos no país, somos alimentados por 'bolsas miséria' que servem como ópio para o povo. Quando os investimentos deveriam ser revestidos quase todos em educação... Um ladrão, se tivesse educação, dificilmente se tornaria um ladrão.
Acho que muitos já passaram do pior, e alguns anos na prisão não mudam a situação de forma que eles se sensibilizem, mas quem somos nós, a não ser cidadãos tão oprimidos quanto, para atirar pedras nos criminosos?


Pedras pro Sarney. Tenho dito.

"Tava escrito nos jornais, Bandido Johnny é preso.. Meu nome não é Johnny, é João.."

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Oi. (E o valor da vida)


O xico(ou Fii como vocês chamam né) vai ficar um tempo sem postar, se eu não me engano, então a budega aqui é minha e agora faço dela o que quero, auhauhaua, então se preparem porque eu sou chato pra caramba e vou postar direto.

Não sei se eu tô em estado pra postar, ando meio deprimido, mas esse post vem sendo adiado tem algumas semanas e eu gostaria de partilhá-lo com vocês.. lá vai.

29/09/09

Esse post na verdade é uma tremenda coincidência. Antes de acontecerem as perdas dessa semana já havia pensado em falar sobre isso...
É basicamente sobre o quanto custa uma vida.
Andei pensando, tentando me colocar no lugar de Deus e refletir sobre as prioridades da vida e se alguém é melhor que outro alguém.

As pessoas são apagadas da nossa memória muito facilmente, e depois da sua morte isso fica ainda mais fácil.
O que seria mais justo, a morte de um idoso no fim da vida ou de uma criancinha recém nascida? É esse tipo de questão que eu acho pertinente ser discutida. Basicamente todos nós temos uma chance de morrer, talvez sem ter nunca amado, sem ter nunca feito sexo, sem ter nunca lido um livro. Por outro lado, a gente nunca quer morrer, então o idoso deveria morrer?



É, isso é complicado.
E vocês, que valores atribuem à vida? Escolheriam o idoso ou a criança?

Ah, oi.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Até um dia.


Nós nunca sabemos quando vamos ter que dizer Adeus, ou se ao menos poderemos dizer. Então raciocine menos.

Good,bye.

domingo, 1 de novembro de 2009

Pensamentos

É... andei pensando, e acho que eu talvez só escreva quando estou triste ou desanimado, pelo menos de uma forma realmente boa.. Ou seja quando as atualiazações demoram é porque estou numa fase legal, uma fase ok, sem muitas coisas pra desanimar, sem tanto pra pensar. Acho que as vezes me canso um pouco de tudo ao meu redor. Extremamente tudo. As vezes queria encontrar as respostas que tanto me confundem.

Gosto de ficar pensando um pouco sobre destino, sobre o que uma simples ação, um simples detalhe poderia ter mudado em um curso de uma história inteira. Grande fato é que exatamente agora me sinto exausto. Talvez acorde melhor amanhã. Talvez não. Nem sei o real motivo de escrever essas coisas aqui, quero dizer, por que isso me ajudaria?

Provavelmente eu ainda tenho a esperança de que alguém leia e possa me entender. Eu sou um grande complexo, difícil me compreender, não tão assim, basta ter força de vontade. Poderia transformar esse post em uma conversa triste regada a álcool num lugar bonito enquanto uma cama quente e preenchida me esperasse, poderia? É, acho que não.

E se eu dissesse que os meus dias tem sido como o final do último episódio do meu seriado favorito?
Eu li um diálogo que me chamou atenção vou tentar rescrevê-lo:
- Não sei, acho que estou numa fase realmente ruim, não sei como pensar dessa forma.
- Uma fase ruim? Então meus parabéns filho, logo logo virá uma boa maré pra você(...)

É incrível como escrever é bom, seria bom ter atenção as minhas palavras. Entretanto talvez tanto faz. Espero um dia poder ler tudo que já escrevi.


"Desconfiado das relações humanas e influenciado pelas suas leituras, que incluíam Tolstoi e Thoreau, ansiava por chegar ao Alasca, onde poderia estar longe do homem e em comunhão com a natureza selvagem e pura."