segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Minha mente.

Creio que não verei sua face mais uma vez. Que pena, pude por instantes mergulhar nos doces olhos que de alguma forma você possui. Sou culpado de não termos nascidos talvez na mesma rua? Seria o destino? O que seria? Ei, talvez você até passaria por mim e me notaria, mas é provável que não, o provável vem vencendo há séculos. Desculpas.

Você vai se perder assim como tantas faces já me possuíram, mas por Deus, eu nunca pude possuí-las, como se o poeta estivesse certo ao dizer que é como se a felicidade recolhesse a mão pra não me alcançar. Entretanto ver seus risos e atitudes, só me fazem querer entender o porquê, o porquê de eu ser tão diferente, tão exigente, tão sem empatia, o porquê de eu ser eu.

Minha mente é como um mar profundo, onde os lugares mais sórdidos e frios eu prefiro que fiquem nas zonas em que nunca alcançaria, ou pelo menos luto pra não alcançar. Você não gostaria de nadar no meu mar, gostaria? Se ao mesmo tempo sou tão diferente, por que sou tão imperceptível?


É doce o gosto de imaginar situações em que você está, é amargo saber que são só imaginações.

domingo, 15 de novembro de 2009

Pensaria, Prometeria, Formularia, Gostaria.

Nós sempre pensamos num depois, certo? Sempre paramos e pensamos no que ainda pode acontecer, ou no que está pra vir, nós refletimos bastante sobre o que há de vir pra aí então podermos tomar algumas decisões, escolher algumas facetas, tristes ou alegres. Se nós pensamos em coisas boas a vir, escolhemos faces alegres, se pensamos em coisas ruins a vir, escolhemos faces tristes. Temos realmente essa escolha?

É de verdade bonito um mundo onde todos pensam nos outros, onde as coisas são reais, não são falsas. Eu estive pensando... Pra onde vão todas as promessas que fazemos e não cumprimos? E todas as coisas que deixamos de fazer? Todas as palavras? Um outro universo talvez? A vida, o decorrer de tudo, é uma coisa tão complexa. O nosso propósito é tão complicado de entender, afinal de contas pra que realmente existimos? Procriar? Existir? Sofrer? Lutar? O que?


Mar só, me leve só, ultimamente é o que sou.

Existem alguns momentos em que gostamos de estar sozinhos, talvez até deprimidos, um pouco auto destrutivo, mas não há nada mais justo que descontar a sua vida em si mesmo do que nos outros. Talvez não exista mesmo fórmula pra tudo que nós temos que viver, não existe mesmo um jeito certo. Isso é óbvio, todos sabem que não existe, mas sempre procuramos respostas, como se já houvesse algo certinho só pra nós seguirmos.

Gostaria de saber pensar no futuro, gostaria de visualizá-lo, gostaria de ter planos como vocês, gostaria de ter perspectivas, expectativas, gostaria de ter metas, gostaria de ter motivos, gostaria de ter amor, gostaria de ser amado, gostaria de viver, gostaria de sentir o sabor com vontade, gostaria de sentir um calor que me pegasse e me levasse, gostaria de ser normal, gostaria de escolher o fácil, gostaria que me ensinasse a acreditar de novo.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

A maior verdade sobre o tempo.


Expectativas vs. Realidade

Todo o tempo nós caímos, não há só uma linha tênue entre expecativas e realidade, há um abismo inteiro. E quanto mais conhecemos a realidade mais vamos nos tornando enrijecidos, como uma crosta de carangueijo. Diferente da criança que éramos, aprendemos a desconfiar, a odiar, a julgar, o que deveria ser exatamente o oposto.



Obs: Eu sei que ninguém liga muito pra os meus posts. Talvez só meus amigos que cobram de vez em quando. Mas eu vou me retirar do mundo por um tempo, valeu, é sempre bom ouvir os comentários de vocês me elogiando, espero ser um jornalista com metade do dom de cada um de vocês que vem aqui escrever. Foi bom, mas não tá dando pra mim ultimamente. Obrigado :)
A vida é dura.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Terceiro ano, registro.

Uma certa música uma vez perguntou:

"E se eu fosse o primeiro a voltar pra mudar o que eu fiz?

Quem então agora eu seria?"


Talvez pudéssemos olhar e sem pensar muito, responderíamos: "Hum, que boa ideia voltar, há tanta coisa que queria não ter feito, há tanta coisa que queria ter feito..."


Bobos os que pensarem dessa forma, pois se gastássemos mais alguns segundos perceberíamos que tudo o que foi feito, falado, que saiu errado, que nos deixo pra baixo, foi o que nos ensinou as lições. Não aprendemos que é bom ter um amigo quando estamos num bar sorrindo com ele, mas sim quando perdemos um pai, por exemplo, e sentimos aquele abraço sincero que nos faz decolar pra um lugar em paz, divino, alegre e confiante.

Somos tão jovens e tão velhos também, pois quantos de nós na nossa idade não estavam há décadas lutando pelo simples ato de pensar e falar?


Então é exatamente pelo fato de sermos tão jovens que deveríamos correr atrás dos nossos sonhos, quaisquer que sejam. Um pintor talvez? Uma banda? Um mochileiro? Seja lá o que for, é preciso ser feito, pois não adianta esperar pra viver no futuro enquanto a sua vida vai passando.


Sim, nós podemos e conseguiremos, e aos nossos pais? Acho que obrigado seria pouco diante de tudo que nos é dado. Pode até ser que não demonstremos o amor e a gratidão certas vezes, mas sabe como são os adolescentes... Complicados... Entretanto se estudamos e cuidamos de nós mesmos já é por vocês, nossos pais, que nos fazem valer a pena.


Eis que depois de todos esses anos se você se olhar no espelho talvez vá poder se orgulhar, ver o que se tornou, estará ali conjunto a tudo que lhe foi feito, feliz? Talvez, não se sabe ao certo o que significa felicidade, mas se sabe da busca por ela que já é magnífica, que já é viver.


É... E bem, se não se orgulhar, lembrem-se:

Somos tão jovens.


quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Meu pé de feijão.

Minha querida, eu posso te plantar nesse copo com algodão?
Talvez você germine e queira me abandonar... fico receoso..
Eu posso lhe dar água, um copo grande e largo, um bom algodão.
Mas não é exatamente isso que você quer, certo? Você quer..
Você quer algo mais, você só acha que quer isso, mas quando tem, ignora.
Parece que você prefere uma floresta onde pode germinar pro alto.
Enquanto meu pobre copo se torna descartável como tantos.
Minha querida, foi por que eu esqueci de lhe regar ontem a noite?
Você ainda se lembra de quando pensou que poderia viver apenas ali?
Ou a grandeza da floresta fez meu universo parecer nada?
Assim como outros copos que desprezou?
Eu ainda levo meu copo no bolso, com menos água, menos algodão.
Minha querida, você levou minhas sementes embora.
Ah que pena, parece que não vou nunca vencer a floresta
Ela cresce mais rápido e parece daqui mais verde.
Será se meu copo ainda parece belo como antes era?
Me pergunto pelo fato de ainda achar suas folhas lindas como o vento
Perfeitas como o quebrar das ondas..
Foi o tamanho do meu copo? O tanto de água? O mundo? Não foi eu?
Minha querida, você irá germinar, longe daqui.. longe de onde estou..
Quanto a mim? Talvez eu canse de esperar o sol nascer mais uma vez.

É... acho que a floresta me espera até um dia...

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Feito passarim.

"É de lágrima
Que faço o mar pra navegar

Vamos lá

Eu não vi, não, final!

Sei que o daqui
Teimou de vir

Tenaz assim

Feito passarim"


Nós evitamos chorar, certo? Nós, pelo menos alguns de nós, até mesmo sentimentais, acabamos despencando em certos momentos, acabamos pisando em falso em certas ocasiões, e não há outra maneira quando olhamos e não vemos nenhuma solução a não ser chorar, deixar jorrar toda as gotículas que representam cada agulha que passa por dentro da nossa margura.

Não sei se evitamos por vergonha, se por ter forças o suficiente, se achamos chorar uma espécie de desistência, ou algo como sendo a última das ações. Não sei bem ao certo. Mas o grande fato é que até os mais grandes e fortes choram, pois todos nós temos um ponto fraco, temos uma coisa, que nos derrubaria com um simples ato. Alguns podem ler isso e afirmar não ter, podem afirmar que não possuem algo que os façam perder a calma e desabar em choro, mas tem sim, a vida constrói dentro de você, até que você não queira. Nós nascemos pra sermos ferrados pelo que já fizeram há um tempo por nossas costas.

Então se todos podemos chegar ao ponto de nos encontrarmos sem mais ações, sem mais o que fazer, poderíamos ficar confortados de não sermos os únicos nessa condição? Er.. bem, creio que não. As vezes até diminui a sua angústia, ver as pessoas que te entendem, ver coisas piores que a sua, porém você não odeia o fato de que a porcaria das merdas serem todas ao seu redor? Quero dizer, não tem certos momentos em que parece você o escolhido pra tomar no... Todos os acontecimentos, todas as linhas parecem um segmento de porcarias feitas por alguém e coisas que não estão nenhum pouco certas. Como mudar?

Tudo isso é como estar num barco que está prestes a afundar, ele está cheio de buracos e tripulantes, você é um desses tripulantes, você tenta tapar um buraco no seu lado, vai tentando tapar outros, e enquanto o que você vê são os outros desfrutando banho do sol que lhes resta e sendo servidos. E no dia em que você desistir de tapar os buracos, o sol brilhará um pouco, o suco será servido, mas dentro de alguns instantes irá acabar, e iremos todos afundar, afundar... afundar....

"É de mágica
Que eu dobro a vida em flor
Assim
E ao senhor de iludir
Manda avisar
Que esse daqui
Tem muito mais
Amor pra dar"

E aos interessados, se houver, estou de volta, hehe.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Post sobre algo que nem eu sei.

Eu sei lá se eu te amo.
Nunca pude imaginar isso enquanto estava apenas vendo o tempo passar e aspirando felicidade contigo. Mas agora que não tenho mais isso tudo e que se foi, vejo que o um grande espaço ficou e o sofrimento tomou conta dele, e ao calcular o tamanho desse espaço não consigo entender como pude ter gostado tanto, beirando quem sabe até o amor.

Mas sei lá se eu te amo.
Na verdade eu sei poucas coisas, na verdade eu queria aprender e não ensinar. Ou talvez queria me equiparar ao professor, a poder dividir minhas experiências com você porque todas elas cabem numa caixinha onde toda nossa história poderia ser colocada. O tamanho dela não importa porque até num simples pedaço de papel podemos ter a história de anos a fio.

Talvez tenha sido eu burro demais em achar que tentando mais uma vez eu ia encontrar tudo que eu precisava, a vida é um jogo que às vezes nem apostando todas as suas fichas você encontra o que você precisa. Pelo menos eu sei o que eu preciso... Isso me faz saber que a tua falta é a doença e motivo de tudo isso.

Nem fugir pra austrália num barco à vela me faria esquecer que nos conhecemos no mesmo dentista, que você me prometeu um banho de piscina, que eu tinha pensado em um monte de dedicatórias pra escrever na capa do seu livro. Mas sei lá...

Mas sei lá, se eu te amo...
Acho que se amasse não estaria escrevendo isso, estaria aí, estaria correndo na sua direção e me desvencilhando de todas as pessoas que poderiam entrar na minha frente, devo estar escrevendo isso por ser fraco demais.

E por ser fraco demais você escorregou da minha mão como a areia escorrega entre os dedos, e agora eu sou uma criancinha chorosa por não conseguir manter toda a areia que preciso nos meus punhos.

Na verdade, eu nem sei se eu te amo... acho que não.
Só sei que só gostava de mim do teu lado. E de mais ninguém.


Ps100: O mundo parece enorme e cruel sem você.