terça-feira, 8 de setembro de 2009

Post chato sobre desabafo(Sujeito a mudanças)

Pelo que eu andei calculando nos meus últimos 18 anos de vida(toda ela, pra ser mais exato), é que não pareço encontrar lugar pra mim no mundo.

É com vocês assim também? Se for, por favor digam, não gosto de me sentir excluído, se não vou pensar que o problema é comigo.

Ser adolescente é a maior frescura. Pra falar a verdade deve ser a fase mais decisiva da vida.
São muitas escolhas pra fazer de repente.

Eu quero ter mais tempo pra rir, chorar e me apaixonar. Dane-se os alcenos. É tanta coisa pra querer ao mesmo tempo. Não consigo também sentir o espírito que talvez nossos pais tinham na adolescência deles, de mudança. Mais followers no twitter parece ser a única cobrança...


Parando pra analisar a natureza humana(e analisar a nós mesmos) achamos defeitos detestáveis.
Pensem por um minutinho.
Olhando pros lados vocês podem achar dezenas de pessoas preocupadas com coisas tão absurdas que parece que o ser humano perdeu a noção da grandeza das coisas.

A guerra. A desigualdade. A fome. Isso é grande. Pequeno é o playboy que você passa o dia olhando o orkut porque disseram pra ti que ele era afim de você.
Não sei se meus últimos posts estão muito redundantes, no mesmo tema. Mas isso é um apelo. Acordem.. vocês são só mais um dos 6 bilhões no mundo, e as pessoas estão cagando pra vocês.

Ps.: Ainda não achei meu lugar, não sei se é aqui ou lá. Mas espero me achar.. o que eu quero mesmo é ajudar o mundo a ser um lugar melhor.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Pra longe daqui.

Enquanto eu estou aqui agachado olhando pro nada
Algo parece estar no meu caminho, entre eu e meu violão
Os pingos não caem mais, a chuva já cessou e eu posso ver o lago
Aqui embaixo é realmente frio de se viver.

Há quantos dias eu não lavo mais a minha mente?
Estou preso nesse marasmo que me puxa pra trás num simples acordar
Enquanto o som das minhas melodias ecoam
Eu vejo a chuva voltar a pingar assim como o lago começa a se mover.

A chuva vai levando-o pra longe e longe, e junto com ele vai minha alma
Eu fui deixado aqui sem chances de escolher se queria
Fui deixado sentado olhando meu reflexo contra a água
Que só me diz que eu preciso me levantar e atravessar essa ponte.

Mas ainda não consigo, talvez porque optei morar sob a mesma
Não sei até quanto tempo vou ficar por aqui
Talvez amanhã morra de frio pelas roupas que me roubou
Ou talvez eu acorde dentro de um carro quente e rumo ao horizonte
Longe daqui.



'Deixa chegar o sonho, prepara uma avenida
Que a gente vai passar'

domingo, 6 de setembro de 2009

Os meios e os fins.

O mundo seria tão mais divertido se algumas vezes nós pudéssemos parar o tempo ou simplesmente voltar, até quem sabe ver de uma terceira pessoa tal situação. Existem coisas nas nossas vidas que mereciam ser mais aproveitadas, assim como outras mereciam ser menos aproveitadas.

Pessoas sempre se esquecem dos meios, apenas colocam na cabeça os fins. Elas não lembram que antes daquele sorriso enorme, antes houveram alguns dias, horas, semanas, minutos de tristeza até chegar nele. Ou o oposto, não se lembram que antes dessas horas ruins e chatas, houveram outras alegres, felizes. O que importa é o "fim", o fim temporário das situações.

Então talvez se houvesse uma balança em todos os momentos das nossas vidas nós poderíamos realmente nos dizer como estamos. Mas quem precisa disso não é? A vida está aí passando mesmo, com que intuito nós vamos ficar perdendo tempo avaliando?

Melhor mesmo é seguir tentando fazer a balança pender pro lado bom, mesmo quando o lado ruim esteja sendo abastecido a chumbo.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Talvez..

Pode ser que eu esteja errado, mas nada nas nossas vidas acontece por acaso. Pode ser mesmo que eu esteja errado, mas eu acho que todas as coisas estão conectadas. Não sei se é o tal do destino, se é o ciclo social, o que que quer que seja, mas parece que as coisas se atraem estão conectadas.

Talvez exista até uma fórmula que nos desvenda todos os segredos e o que acontecerá. Porém quem a descobriu acabou morrendo desgostoso porque nunca mais pode ter a incerteza de amanhã ser ótimo ou péssimo. Espero que ele tenha a enterrado consigo.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Ilusão.

Sonhar é realmente algo ótimo. Normalmente em qualquer texto meu os sonhos estão envolvidos, relação que vem com o fato de eu levar eles como objetivo principal da vida de qualquer ser. É preciso se ter um sonho, é preciso correr atrás dele, é necessário pra que a vida se decorra com tranquilidade. Mas quando saber a hora de desistir de um sonho? Adiá-lo? Essa resposta só com a experiência, ou então com os fatos envolvidos.

As vezes na vida nós precisamos ser mais racionais do que sorridentes, precisamos desistir de certas coisas que nos parecem indispensáveis, mas que se continuássemos a acreditar nelas, acabaríamos enterrados num abismo onde o final é infinito.

Os sonhos são realmente maravilhosos, só que precisamos ter cuidado com eles, sonhar nós precisamos, mas nos iludir, isso nunca devemos fazer, mesmo que a ilusão pareça melhor que a realidade. É preciso saber lidar com o real, sonhar com o real, nos iludir com o bom só nos trará a decepção.

"Só eu sei
Nos mares por onde andei
Devagar
Dedicou-se mais

O acaso a se esconder

E agora o amanhã, cadê?"

Tentar e perder. Ser feliz.


"Eu que já não quero mais ser um vencedor."

O conceito babaca e norte-americanizado do perdedor e do vencedor faz com que regemos nossa vida por caminhos que nossos pés não querem passar.
É triste ver as pessoas repetindo os mesmos erros nas mesmas situações por eras. Qual a moral de vestir uma camisa do Che Guevara e ficar parado sendo um comodista?

Não vejo a hora de poder mudar. Levantei hoje a mão sozinho por um jornalismo que ainda acredito poder mudar o mundo, vamos que ainda dá tempo. Quem está comigo?

"Faço o melhor que sou capaz só pra viver em paz."

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Planos adiados.

Ele está se levantando agora e olha pro lado. A janela está molhada. Os pingos sobre a janela fazem sons que ele adora ouvir. Ela está deitada por debaixo dos lençóis enquanto ele a observa. Sua pele clara está um tanto pálida refletida pela manhã chuvosa que faz.

Olhando ao redor é possível perceber as roupas que foram jogadas lá, elas não serão nunca mais vestidas. Ele volta o seu olhar ao sono profundo da sua querida. Começa a sentir com o tato a forma do rosto dela, enquanto sente o calor minúsculo da respiração.

De alguma forma ele não sabe como conseguiu chegar até ali, mas ele sabe que depois daquela noite nada mais será o mesmo. Se levanta. Desce. Começa a caminhar pela praia. De repente ele avista um carrinho de algodão doce. Avista pessoas jogando bola. Mas elas sempre estiveram lá, o que houve agora? Então eis que a percepção chega, "Agora sou pai". E dentro da sua imensidão completa ele esboça um sorriso e volta pra onde estava, mas quando ele entra no quarto quem está deitada não é mais aquela garota jovem que costumava dormir com uma expressão de alívio. Agora é alguém cansada, com uma expressão de que precisa de um tempo pra si.

Mais outra percepção chega além de ser pai, ele agora é um marido ausente, que parece ter esquecido o que está guardado no seu quarto de trás. Suas mãos estão frias. Sua mente agora está tomando um rumo distante. Tudo o que ele está tentando pensar é em como o plano de orgulhar a quem o teve em mãos o tornou tão obsessivo por si mesmo.

Não tente viver sua vida pra construir um futuro só pra orgulhar tanto a quem te fez, viva pra construir seu presente. A vida normalmente é tão curta pra nós desvalorizarmos as pessoas, pra não percebemos que o que vale mais é quem pode estar ao nosso lado do que outras coisas que nos parecem futuro, mas só são planos adiados.