Nós temos grandes mentes. Temos? Transtornos circulares de um universo novo a cada segundo. Temos mesmo um grande número de chances. O tempo está passando. Ele passa diferente agora, apenas diferente, não há como sabe se melhor ou pior. A maioiria das sensações irão simplesmente sumir, ou serem substituídas por tantas outras. Cuidado. Está bom agora?
Será se meu lugar estará lá? Será se eu sei o que eu quero? Será se eu devo ficar parado ou tentar mudar tudo? Será se há como mudar? Será se há como ficar parado? E agora? O que nós fazemos Joe? Logo, todos nós iremos.
Certas coisas são verdadeiras apenas se divididas, se creditadas por outros, talvez seja esse o motivo do ser humano raras vezes optar por uma vida solitária, isolada. Estar só te faz pensar em muitas coisas, te faz conhecer muito, entretanto, como tudo parece ser, nada é completo. Sonhos são tão difíceis, quero dizer, existem os fáceis, mas são pouco atrativos e por isso não se fazem valer. Qual é o limite da busca por algo?
São quase nulas as coisas que te fazem sentir completo, e se existir uma, e se você sabe qual é, e se ela pode ser alcançada, seja lá como for, acho que é isso que está fazendo você respirar. Então, por que abrir mão? Desistir de alcançar o que se quer, o que se almeja, se sonha, não é desistir de viver? Não é se matar? Não é apenas existir? Filosofias baratas que te fazem pensar que você evoluiu, mas apenas se retrai ouvindo o que a "sociedade" prega, seguindo junto dela, sem querer saltar.
Existe um grande problema sobre os conselhos, eles são teoricos demais. Mesmo que demore, você sabe que eu vou estar lá, e que tudo que eu disse aconteceu, de uma forma ou de outra, você vai olhar e tentar dizer algo, mas as palavras faltam quando se quer expressar a verdade. Intoxicado por toda essa sensação de sobrevivência, ser, sem ter, ver, sem analisar, comer, sem pensar, acordar, sem ter o porquê. O que se diz evoluído, não passa de uma alternativa de se esconder o retrocesso natural de todo indivíduo. As coisas, bem, elas acontecerão como vocês disseram, mas não da forma como vocês disseram, e essa forma está bem aqui.
Em alguns momentos dá-se a sensação de que nós vivemos a construir castelos de areia, é um tanto dramático, mas talvez seja realmente assim. De qualquer forma, os mesmos castelos quase sempre são frágeis, mas nem sempre isso quer dizer que eles desabarão, entretanto é preciso ter cuidado, a todos os instantes, para que ele não caia, para que continue sendo construído, e bem, construí-los dá muito trabalho.
Sabe-se lá o que acontecerá. Sabe-se lá até onde a água irá subir. Sabe-se lá. Não dá pra dizer um monte de coisas, mas dá pra imaginar, perguntar, o que se tem a fazer é seguir. Com nada, apenas a habilidade de pensar. Coisas, coisas, e mais coisas, todas elas irão sumir junto com toda essa fé crente, e a todos os momentos que isso acontecer é bom estar ciente, é bom ganhar algo de verdade. É bom entender o porquê. Ou talvez nem seja, o que seria bom pra todo mundo?
Acho que deveríamos apenas sermos. Apenas isso. Sermos e mais nada. "Agora eu caminho."
Quando começam a faltar palavras pra escrever o que se sente, é quando você descobre realmente que o que você sente transpõe palavras.
Eu tentei te escrever uma carta, mas não deu muito certo. Se eu soubesse como, vou te contar agora, faria uma carta que pudesse abrir teus olhos, que contasse nossos momentos bons, sem parecer meloso ou babão, apenas que contasse as coisas boas e você ficasse aí do outro lado rindo e lembrando de tudo querendo voltar e viver de novo, que pudesse te lembrar as horas que tive ciúme , mesmo isso podendo parecer infantil e bobo, mas foi meu jeito particular de dizer que apesar de fingir, sou fraco e sem você eu não seria nada, daí na carta você veria a importância que isso tem.
Digitei "amor" no google e não achei nada, nem nenhum texto brega, que ficasse bom o bastante pra por na minha carta. Minha letra não era boa o suficiente pra você ler e se apaixonar, se você um dia pensou em me dar algum presente, eu só pediria uma coisa: continue me amando e se apaixonando por mim, pois isso é meu combustível diário.
Eu colocaria na carta também, as nossas brigas, pra gente enxergar o quanto é bobo, pois em vezes, nós amamos tanto um ao outro que chegamos em divergências bobas por causa disso, mas afinal de contas somos seres humanos sujeitos ao erro.
Ia colocar nossos momentos mais espontâneos e engraçados, até quando eu estivesse feio, não importa tanto ser feio se eu meu lado tenho alguém tão bonito, ninguém ia me achar feio sendo o par de alguém como você.
Eu faria uma carta que te fizesse sentir a menina mais especial do mundo, porém infelizmente não tem palavras mágicas, nem papel nem caneta especiais pra você poder sentir o que eu quero que sinta... então me desculpa, mas só posso te dar minha vontade de te dar isso...
Porém se te consola, estou sempre com a porta aberta pra provar com atitudes aquilo que não dizem as palavras.
Acho que sabe o que eu quero dizer quando fico calado. Acho também que tem um dom estranho de me deixar totalmente revirado. Como um daqueles globos de neve, me balança e aos poucos vai tudo voltando e ficando no seu lugar. Sinto que é estranho, incomum, mas não consigo ser indiferente. Me vê. Me ouve. Pode me sentir. Me tem.
É o que as vezes me faz querer voltar pra onde quis tanto fugir. Me contradiz. É imprevisível. É com paciência. Talvez calma. Sem medo. Com cautela. Eu não posso dizer o que desejaria. Ou provavelmente poderia dizer várias coisas. Se a complexidade desaparecesse, e apenas o momento existisse. Dias livres. Dias sem rótulos. Com curvas perigosas. Poderia fechar os olhos. Dormir. "É tudo quanto sinto um desconcerto; Da alma um fogo me sai, da vista um rio; Agora espero, agora desconfio, Agora desvario, agora acerto."
Eu não vejo os seus olhos. Não sei se eles fogem de mim, ou se simplesmente não existem, mas eu não consigo enxergá-los. Eles estão em outra direção, me dizem poucas coisas, e dessas as conclusões que eu tiro não são encorajdoras. Eu me perco facilmente, pode ser isso o problema pra tanta dispersão, pra tanto sonho, pra tanto cansaço. Vou parar sempre onde eu não queria estar.
O calor afasta? O frio aproxima? Você tem certeza? Tem certeza que o frio aproxima? A prática da maioria das coisas me diz muitas outras conclusões. Talvez eu seja mesmo o motivo que faz essa roda não conseguir girar. Eu me transpareço e me fecho, porque o agir de um provoca a necessidade do outro, e assim sigo. 1994. Não. Não entende.