- Então o que você acha? As memórias são boas ou ruins?
- Droga, eu não sei, não sei se elas servem pra serem boas,ou pra serem ruins, se servem apenas pra te fazer ter certeza que existe, se são pra te torturar, te alegrar, como eu saberia?
- Mas você tem lembranças, não tem?
- É claro, como todos.
- Então elas são boas ou ruim?
- Depende, algumas talvez, outras não.
- E o que você acha que isso significa?
- Droga, eu não sei, não sei se o que eu fiz, foi certo, se o que eu vivi, valeu a pena, não faço ideia se estou aproveitando o espaço que eu tenho aqui nesse pseudo universo criado por nós mesmos.
- É provável que o conceito de aproveitar, seja variável, não?
- É provável, assim como é provável que eu esteja apenas com medo.
- Do que?
- Droga, eu não sei, não sei do que tenho medo, mas algumas coisas só parecem não ser pra mim, como por exemplo ser importante pra outra pessoa, parece que não nasci com esse talento, tanto quanto não nasci com o talento de conquistá-las, tudo só parece que me faz levar a terminar sozinho. Apenas eu.
- Sendo ruim como resposta, preciso dizer que devo ir embora. As noites são curtas aqui. Aí também.
- Uma coincidência, aquele que acaba de dizer que vai terminar sozinho, estava conversando, com ele mesmo, esquisito não? Acho que não há mais caminhos, ou ilusões a se tomar, talvez consiga me enganar até um dia terminar sozinho. Espero pelo menos chegar lá. Ou talvez não espero. Droga, eu não sei.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
And after all.
Acho que nunca vou mudar, talvez por fora, não sei
Acho que ainda vou estar com minhas velhas camisas xadrez
Fingindo pentear meu cabelo enquanto penso nas palavras
Enquanto acho que sei uma forma de te conhecer ou te achar
Ainda vou continuar usando os demais e prováveis
Nós vamos passar por tantas coisas juntos, eu sei
Essas coisas vão nos transformar no que nós somos hoje
Talvez dependa da gente o que iremos nos transformar, ou não
Sempre me achei diferente ou talvez sempre fui confiante
Mas a verdade é que quando te olho, minha cortina cai
E lá estou eu, nu, transparente, pra que toda a plateia me veja
Alguns irão sorrir, outros se emocionarem, outros tanto faz
Mas mesmo assim ainda vou continuar o de sempre
Mesmo que minha casa na praia seja destruída
Mesmo que o vento e o terremoto me levem pra longe
Mesmo, mesmo, mesmo...
Ainda serei o velho e paciente de sempre.
domingo, 22 de novembro de 2009
Tinha que ser assim?
Eu gostaria de entender se existe destino, ou é coincidência, se depende de nós mesmos ou não, pra que todas as coisas aconteçam. Você não para as vezes e imagina o que aconteceria se apenas uma palha fosse movida? Ou então parece tudo estar conectado, um ao outro, como se fosse tudo comum, você vê hoje alguém e amanhã algo relacionado essa pessoa ocorrerá, coisas assim, que as vezes até nos assusta de tão surreal. Mas se passássemos a acreditar em destino então poderíamos ficar apenas sentado esperando tudo? Realmente não sei.
Tudo parece um grande teatro. Um dia você sai, vai pra algum compromisso, se senta e começa a ler e então alguém lhe pergunta algo sobre o livro, e daí alguns meses você vai estar sob a luz do luar trocando confissões, talvez beijos. Não é loucura? Quero dizer, e se nesse dia você tivesse esquecido algo e não tenha conseguido chegar a tempo? E se você não estivesse com o livro na mão? Seria tudo um pretexto pra que as coisas acontecessem? Ou elas apenas aconteceram?

Coincidência, destino, respostas, motivos, fatos, mudanças, tempos, são eternas incógnitas que tendem a nos atormentar. Tal aspecto possa ser provavelmente pela vontade que possuímos de querer mudar tudo isso, pois certas coisas nós queríamos que acontecessem, outras não, certos momentos rezaríamos pra que todos os sinais da sua vida estivesse fechados ou então todos abertos, sabe-se lá. A grande verdade é que não se pode mudar nada, são fatos, só podemos viver, e tentar construir bons acontecimento sendo eles predestinados ou não, se forem, tudo bem, aproveitemos.
Se o destino existir, ele pode estar certo que certos momentos o odeio, já outros, nem tanto. Ruim é que não se pode esperar muito, sem ser pessimista, sejamos otimistas, mesmo que as decepções possam abrir grandes feridas, mas é melhor achar um bom jeito de curá-las do que viver esperando pouco da vida.

Que o amor um dia vença!
Tudo parece um grande teatro. Um dia você sai, vai pra algum compromisso, se senta e começa a ler e então alguém lhe pergunta algo sobre o livro, e daí alguns meses você vai estar sob a luz do luar trocando confissões, talvez beijos. Não é loucura? Quero dizer, e se nesse dia você tivesse esquecido algo e não tenha conseguido chegar a tempo? E se você não estivesse com o livro na mão? Seria tudo um pretexto pra que as coisas acontecessem? Ou elas apenas aconteceram?
Coincidência, destino, respostas, motivos, fatos, mudanças, tempos, são eternas incógnitas que tendem a nos atormentar. Tal aspecto possa ser provavelmente pela vontade que possuímos de querer mudar tudo isso, pois certas coisas nós queríamos que acontecessem, outras não, certos momentos rezaríamos pra que todos os sinais da sua vida estivesse fechados ou então todos abertos, sabe-se lá. A grande verdade é que não se pode mudar nada, são fatos, só podemos viver, e tentar construir bons acontecimento sendo eles predestinados ou não, se forem, tudo bem, aproveitemos.
Se o destino existir, ele pode estar certo que certos momentos o odeio, já outros, nem tanto. Ruim é que não se pode esperar muito, sem ser pessimista, sejamos otimistas, mesmo que as decepções possam abrir grandes feridas, mas é melhor achar um bom jeito de curá-las do que viver esperando pouco da vida.
Que o amor um dia vença!
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sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Seja leve.
Nós sempre agimos como se soubéssemos o que queremos, o que precisamos, pra onde vamos, ou coisas do gênero, mas o que aparenta no final do que conseguimos, do que acontece é que na maioria das vezes nem era exatamente aquilo que você desejava. Porém até você chegar a essa conclusão você já fez e falou muitas coisas, algumas você se arrepende, outras você lembra e sorri outras você lembra e chora. Normal. Faz parte.
"Quando você tenta o seu melhor, mas não tem sucesso.
Quando você consegue o que quer, mas não o que precisa.
Quando você se sente cansado, mas não consegue dormir.
Preso em marcha ré."
Como será que nós saberemos o que precisamos pra nos completar? Pra nos deixar felizes e suficientes? Acho que essa resposta não deve ter sido feita pra nós possuirmos. E esse fato vem justamente pra que tentemos tomar conclusões claras como a que a nossa suficiência já está dentro de nós mesmos, as pessoas que nos cuidam, que nos amam, a nossa vontade, idade talvez, saúde. Sempre temos um ponto positivo na vida, nem que seja mínimo, ou que só um, mas um ponto em que nos sentimos agradecidos, sim nós temos, basta enxergar.
Mesmo que nos decepcionemos com nosso ideias e conceitos em certas ocasiões, tudo bem, não acho que tudo foi feito pra dar certo, nem como foi tudo feito pra dar errado, assim aprendemos a valorizar os dois, a felicidade e a tristeza. Já que algumas conclusões como essa podemos chegar, vamos tentar encontrar outras e outras, jogar todos os pesos no mar e deixar essa viagem chamada vida mais leve :)
'Luzes vão te guiar até em casa
E aquecer teus ossos
E eu vou tentar te consertar"
"Quando você tenta o seu melhor, mas não tem sucesso.
Quando você consegue o que quer, mas não o que precisa.
Quando você se sente cansado, mas não consegue dormir.
Preso em marcha ré."
Como será que nós saberemos o que precisamos pra nos completar? Pra nos deixar felizes e suficientes? Acho que essa resposta não deve ter sido feita pra nós possuirmos. E esse fato vem justamente pra que tentemos tomar conclusões claras como a que a nossa suficiência já está dentro de nós mesmos, as pessoas que nos cuidam, que nos amam, a nossa vontade, idade talvez, saúde. Sempre temos um ponto positivo na vida, nem que seja mínimo, ou que só um, mas um ponto em que nos sentimos agradecidos, sim nós temos, basta enxergar.
Mesmo que nos decepcionemos com nosso ideias e conceitos em certas ocasiões, tudo bem, não acho que tudo foi feito pra dar certo, nem como foi tudo feito pra dar errado, assim aprendemos a valorizar os dois, a felicidade e a tristeza. Já que algumas conclusões como essa podemos chegar, vamos tentar encontrar outras e outras, jogar todos os pesos no mar e deixar essa viagem chamada vida mais leve :)
'Luzes vão te guiar até em casa
E aquecer teus ossos
E eu vou tentar te consertar"
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Um último talvez.
Estou agora deitado no meu quarto, olhando para o teto, como se fosse a tela de um cinema, onde os filmes que eu vejo não passam de lembranças. Meus lençóis parecem ondas do mar que estão a tentar me afogar. Minha cabeça gira enquanto ecoam sons que eu preferia nunca ter ouvido. Parece que minhas fichas desse parque de diversão se acabaram.
Continuo deitado. Meus olhos estão pesados, cansados, torturados. Penso que se apenas alguma coisa acontecesse diferente, tudo estaria diferente, tudo seria diferente. Penso, penso e penso e acabo me aprisionando, acorrentado, sem escolhas, sozinho, calado, olhando. Junto as mãos sobre o peito, aperto-as e as levo até a cabeça, faço delas um travesseiro, enquanto fecho os olhos vagarosamente, o efeito está chegando.
Sinto meu esôfago empurrar uma a uma, enquanto as correntes vão se quebrando, aos poucos, elo por elo, já nem sinto mais a cama, os lençóis agora parecem estarem todos frios demais pra minha pele tocar. Não movo um músculo, estou quase lá. Olho pela última vez pra folha de papel que deixei, o título dizia:
Talvez esse seja meu último inferno.
Continuo deitado. Meus olhos estão pesados, cansados, torturados. Penso que se apenas alguma coisa acontecesse diferente, tudo estaria diferente, tudo seria diferente. Penso, penso e penso e acabo me aprisionando, acorrentado, sem escolhas, sozinho, calado, olhando. Junto as mãos sobre o peito, aperto-as e as levo até a cabeça, faço delas um travesseiro, enquanto fecho os olhos vagarosamente, o efeito está chegando.
Sinto meu esôfago empurrar uma a uma, enquanto as correntes vão se quebrando, aos poucos, elo por elo, já nem sinto mais a cama, os lençóis agora parecem estarem todos frios demais pra minha pele tocar. Não movo um músculo, estou quase lá. Olho pela última vez pra folha de papel que deixei, o título dizia:
Talvez esse seja meu último inferno.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Doce sabor da alienação.
Há um bom tempo cheguei a conclusão, grande conclusão, de que achava a melhor coisa do mundo não ser um alienado, ou coisas do gênero. Entretanto, assim como tudo modifica o homem, minhas opiniões as vezes mudam, como essa está quase lá. O fato é que ser alienado é alguém que segue algo de olhos vendados, que não busca sua própria interpretação que está mais trancada no seu mundo do que qualquer outra coisa, mas por que isso seria ruim? Não vivemos pra sermos felizes? Ou tentarmos? Quando não se é mais alienado, você acaba se tornando um grande questionador.
Ultimamente não consigo crer em mais nada, tudo me parece falso e sem motivos. Não sei se isso provém da falta de alienação, mas isso me fez pensar que se eu fosse um alienado que gastasse meu tempo na frente de uma T.V. talvez tivesse um grande sentido em tudo que fizesse, poderia levar uma vida normal, pseudo feliz, seria uma espécie de droga, um entorpecente que me levaria até a minha realidade, a doce alienação.

Também não sei se isso significaria felicidade, pois felicidade nem conceito possui. Por algum motivo que ainda não descobri eu sempre escolho o caminho mais difícil, sempre as coisas piores são as que estão destinadas a me atravessarem o caminho, no começo pode ser divertido, mas depois de um certo tempo o difícil frequente se torna insuportável. E um dos caminhos difíceis que escolhi, foi não ser alienado, ter consciência demais. Bobo, burro, nunca imaginou que conhecimento demais só te faz perceber o quão inútil és.
Por enquanto vou mantendo meu escudo e espada ao lado, sentado, olhando pra tudo, esperando mais algumas batalhas, ou então afiando um pouco mais a minha espada pra a tornar certeira.
Ultimamente não consigo crer em mais nada, tudo me parece falso e sem motivos. Não sei se isso provém da falta de alienação, mas isso me fez pensar que se eu fosse um alienado que gastasse meu tempo na frente de uma T.V. talvez tivesse um grande sentido em tudo que fizesse, poderia levar uma vida normal, pseudo feliz, seria uma espécie de droga, um entorpecente que me levaria até a minha realidade, a doce alienação.
Também não sei se isso significaria felicidade, pois felicidade nem conceito possui. Por algum motivo que ainda não descobri eu sempre escolho o caminho mais difícil, sempre as coisas piores são as que estão destinadas a me atravessarem o caminho, no começo pode ser divertido, mas depois de um certo tempo o difícil frequente se torna insuportável. E um dos caminhos difíceis que escolhi, foi não ser alienado, ter consciência demais. Bobo, burro, nunca imaginou que conhecimento demais só te faz perceber o quão inútil és.
Por enquanto vou mantendo meu escudo e espada ao lado, sentado, olhando pra tudo, esperando mais algumas batalhas, ou então afiando um pouco mais a minha espada pra a tornar certeira.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Minha mente.
Creio que não verei sua face mais uma vez. Que pena, pude por instantes mergulhar nos doces olhos que de alguma forma você possui. Sou culpado de não termos nascidos talvez na mesma rua? Seria o destino? O que seria? Ei, talvez você até passaria por mim e me notaria, mas é provável que não, o provável vem vencendo há séculos. Desculpas.
Você vai se perder assim como tantas faces já me possuíram, mas por Deus, eu nunca pude possuí-las, como se o poeta estivesse certo ao dizer que é como se a felicidade recolhesse a mão pra não me alcançar. Entretanto ver seus risos e atitudes, só me fazem querer entender o porquê, o porquê de eu ser tão diferente, tão exigente, tão sem empatia, o porquê de eu ser eu.
Minha mente é como um mar profundo, onde os lugares mais sórdidos e frios eu prefiro que fiquem nas zonas em que nunca alcançaria, ou pelo menos luto pra não alcançar. Você não gostaria de nadar no meu mar, gostaria? Se ao mesmo tempo sou tão diferente, por que sou tão imperceptível?

É doce o gosto de imaginar situações em que você está, é amargo saber que são só imaginações.
Você vai se perder assim como tantas faces já me possuíram, mas por Deus, eu nunca pude possuí-las, como se o poeta estivesse certo ao dizer que é como se a felicidade recolhesse a mão pra não me alcançar. Entretanto ver seus risos e atitudes, só me fazem querer entender o porquê, o porquê de eu ser tão diferente, tão exigente, tão sem empatia, o porquê de eu ser eu.
Minha mente é como um mar profundo, onde os lugares mais sórdidos e frios eu prefiro que fiquem nas zonas em que nunca alcançaria, ou pelo menos luto pra não alcançar. Você não gostaria de nadar no meu mar, gostaria? Se ao mesmo tempo sou tão diferente, por que sou tão imperceptível?

É doce o gosto de imaginar situações em que você está, é amargo saber que são só imaginações.
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